Este espaço serve para postar algumas das coisas que escrevo quando me dá para momentos de introspecção.
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Grito
Que estou aqui
Que existo
Que vivo
Que gosto de mim
Sussuras ao meu ouvido
Que não me consegues pôr de lado
Que não me consegues esquecer
Mas...
Que não me queres para ti
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Amanhã
Ainda estamos adormecidos,
Embriagados pelo nada.
Não sei o que falta,
quero acordar.
Quero erguer-me e sorrir,
Sentir o vento e a chuva.
Sentir a vida vivendo,
e não sobrevivendo.
Amanhã acordo,
prometo...
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Karma
Não acredito em forças sobre-humanas
Não acredito em Deus
Não acredito em Nada
Somente na Humanidade
Porém...
Começo a acreditar em Karma
Nada mais pode explicar o que aconteceu
Pensei sobre o assunto,
se era correcto ou não.
Aceitei, sem ter a certeza
do valor da minha decisão
Errei, e o meu erro foi retribuído
em igual proporção.
Sem encontrar explicação,
Decido que o que aconteceu
só pode ser explicado...
pelas leis do Karma
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Chega
Não sucumbas à inércia
Acorda
Respira
Pensa
Faz
Não deixes que a onda te leve
Lembra-te
Mexe-te
Prepara-te
Levanta-te
Não adormeças para sempre
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Congelar o tempo
Apetece começar a desbobinar tudo cá para fora, mas não consigo. Tanta coisa para desabafar e no fim... nada. Estou a chegar ao fim de um ciclo. E como já começa a ser hábito, no fim dos ciclos, o meu cérebro congela e decide que não sabe pensar.
Momento de indecisão, em que nem sei quem sou mais, o que quero ser. Tenho medo. Medo do definitivo. Chego ao fim e não sou a pessoa que queria ter sido.
O tempo passa e eu vou flutuando com ele. Será que alguém já descobriu a fórmula mágica que nos permite congelar o tempo?
Um cérebro congelado exige o congelamento do tempo!!
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Renascimento
Por vezes apetece-me voltar atrás no tempo. Apetece-me reviver tudo e fazer as coisas de forma diferente, tomar outras decisões... Ter coragem para dizer aquilo que engoli, fazer aquilo que não fiz. Gostava de ter aproveitado mais, arriscado mais, pensado menos. Enfim... vivido mais.
Parece que toda a minha adolescência passou sem eu me ter apercebido.
Nas alturas em que devia ter saído com os amigos, fiquei em casa a chorar por ele.
Gostava de ter lido mais, visto mais filmes, ido ao teatro. Feito desporto, voluntariado, participado numa associação cultural, pintado... Tanta coisa!
Tenho a sensação que andei a dormir este tempo todo, que estive morta. Mas tenho tentado renascer e aos poucos acho que vou conseguindo...
O preço foi deixar tudo para trás. Esquecer que o meu outro mundo existia e construir um outro. Espero que este seja melhor. Até agora tem sido.
É incrível como o Mundo dá voltas. Ninguém adivinharia o caminho que estou a seguir. Simplesmente não era suposto.
Mas aquilo que não era suposto revelou-se como uma escolha até agora acertada. Sou aquilo que as pessoas vêem e nada mais. Não me escondo. Sem ideias pré-concebidas, esterótipos, expectativas, pressões, pude dar a conhecer o que realmente sou. Não que eu não quisesse me mostrar antes, as pessoas é que não me deixavam mostrar.
O sonho não acabou. Simplesmente foi adaptado a uma realidade diferente. Se calhar não tenho coragem para sonhar muito alto, porque não tenho coragem para abdicar daquilo que me é mais querido para concretizar esse mesmo sonho.
E o mais importante é a minha família. Sem ela não sou ninguém. Se isso implica que alguns sonhos tenham que ser alterados, então tudo bem. Porque o meu maior sonho é estar junto dos meus, porque só assim estarei mais perto da felicidade.
Um sonho morreu, outro nasceu e,
juntamente com esse sonho,
deu-se o meu renascimento.
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Sonhos
Nunca se esqueçam de continuar a Sonhar.
Mesmo quando vos parece que é tarde de mais ou que não vale a pena.
Mesmo quando um dos vossos Sonhos vai por água abaixo, Sonhem Outro!
Deixar de Sonhar, é deixar de Viver...
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Felicidade...
Busco a Felicidade, que não chega
E que nunca chegará.
Felicidade...
Algo abstracto, inalcançável.
Porquê existe, se não a podemos ter?
Invenção de um conceito com o propósito de não deixarmos de viver.
Vivemos todos com o objectivo de a alcançar.
Podemos até fazer trocadilho e, em vez de Sonho, ser a Felicidade que comanda a vida.
Ou será o Sonho da Felicidade?
Sonho... Algo que não é real.
Mesmo que tenhamos a ilusão de que a Felicidade pode, de facto, ser alcançada
O que faremos quando a tivermos?
O que nos levará a continuar a viver,
Quando atingirmos o objectivo de uma vida?
Encontraremos outro,
Para sermos ainda mais Felizes.
And so on...
E nunca seremos Felizes,
Nunca nos contentaremos com a nossa Felicidade,
Pois haverá senpre Felicidade maior ainda.
Afinal... O que é ser Feliz?
Como Kant nos diz...
A Felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação.
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É Bonito...
É bonito idealizarmos um Mundo em que existe Igualdade
em que não existe diferenças,
em que todos temos as mesmas oportunidades.
Em que não existe a palavra pobreza,
em que também não existe a palavra riqueza,
pois todos temos o mesmo.
É bonito...
Mas,
como seria o mundo, se fossemos todos iguais?
O que nos moveria?
O que nos levaria a melhorar?
O que nos levaria a lutar?
Como seria se todos estivessemos satisfeitos com aquilo que somos e com aquilo que temos?
Estariamos preparados para levar uma vida em que não há nada pelo qual lutar?
Não é o incomformismo que faz de nos seres humanos e que nos leva a sonhar mais alto?
Não é a insatisfação o motor que nos move todos os dias?
Mas... se vivessemos num Mundo em que tudo seria perfeito, o que nos moveria?
Será que queremos mesmo um Mundo assim, só porque é Bonito?

